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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Fim dos Rolos de Papel na Libertadores põe em risco a identidade do futebol Sul-Americano

A Copa Libertadores ia começar a sua segunda rodada quando um trivial tuíte do perfil oficial da competição revelou uma devastadora realidade, a qual até então eu desconhecia: os rolos de papel, talvez os maiores estandardes  do futebol Sul-Americano, estão PROIBIDOS pela Conmebol.
A entidade, que já havia proibido a simpática entrada de crianças nos gramados,  ainda proibiu bandeirões e tiras de pano 'por questões de segurança'. E mesmo apitos e balões foram banidos. Tudo registrado em um 'imoral' documento chamado de "Circular 3" (leia o documento CLICANDO AQUI).
Fico imaginando que o próximo passo seja proibir as pessoas de torcerem. Todos comportadamente sentados e aplaudindo, ao estilo plateia de tênis. O futebol sul-americano já foi melhor. E também mais divertido...


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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O lado musical de Leonard Nimoy, o 'Spock' da série Star Trek

O universo da sci-fi está em luto com a morte do grande ator Leonard Nimoy, intérprete do icônico Spock, da série Star Trek e que faleceu nesta sexta aos 83 anos. 
Embora nunca tenha conseguido se desvincilhar de seu personagem mais famoso, Nimoy desenvolveu diversas outras atividades, como a de cantor, da qual destacamos dois momentos curiosos.

A primeira é uma canção intitulada 'The Ballad of Bilbo Baggins", inspirada no famoso Hobbit criado por J.R.R. Tolkien:
A segunda é um cover de "Proud Mary", clássico do Creedence Clearwater Revival, que recebeu uma versão digamos mais moderada:
Vida longa e próspera a todos que reconhecem o valor da grande obra de Nimoy!

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A maldição do Crashdiet continua...

E o CRASHDIET continua ostentando firmemente o título de banda mais desafortunada do hard rock. Em mais um revés, a banda comunicou que o vocalista SIMON CRUZ simplesmente abandonou a banda.


SIMON CRUZ foi o responsável pelos vocais nos dois últimos álbuns da banda, os excelentes “Generation Wild” (2010) e “The Savage Playground” (2013).

O Crashdiet surgiu como uma das bandas mais promissoras de sua geração com o álbum 'Rest in Sleaze (2005), mas o suicídio do vocalista Dave Leppard em 2006 colocou um ponto de interrogação no futuro da banda, que continuou com H. Olliver Twisted, com quem lançou apenas um álbum The Unattractive Revolution (2007).
Simon Cruz parecia ser a escolha certa para a banda, que entre outros perrengues acabou até passando por dificuldades financeiras devido à morte de seu empresário. Agora é torcer para que a banda se ajuste novamente, já que os membros remanescentes afirmaram ter um novo álbum quase pronto.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Review: Angra - 'Secret Garden' (2015)

Desde o ótimo 'Temple of Shadows' que o ANGRA devia um álbum à altura de sua reputação. E foi necessária uma reestruturação para que a banda realmente voltasse a gravar uma obra relevante. Isso não aconteceu apenas devido a presença do vocalista Fábio Lione e do baterista Bruno Valverde, mas à coragem da banda em abrir mão de alguns vícios do power metal, projetando-se em direções mais progressivas. 
Essa mudança fica evidente já na primeira faixa do álbum "Newborn me", que foge à cartilha do Angra de começar com uma música rápida, com bumbo duplo e fritações típicas. Ao contrário, temos uma faixa cadenciada  em uma grande atuação de Lione, e uma belíssima passagem 'acústica' que antecede um solo cheio de feeling, além de um acréscimo percussivo muito bem vindo.

Mas é claro que seria impossível o Angra abandonar completamente o power metal. E a faixa "Black hearted soul" vem na sequência para aplacar a ansiedade dos fãs mais 'true' (mesmo assim a quebradeira no meio da música acaba sendo o seu diferencial, com Valverde 'descendo o braço' sem dó).

Em "Final Light" é o baixo de Felipe Andreoli que dita o ritmo em uma canção densa e poderosa e novamente com elementos percussivos bem encaixados. "Storm of the emotions" é uma das melhores músicas do Angra nos últimos tempos. A interpretação de Lione é fenomenal, assim como o belíssimo solo de guitarra, sem contar o refrão marcante e a primeira participação de Bittencourt nos vocais.

"Violet Sky" é a minha favorita. Uma faixa pesada e um riff que pouco se assemelha a outros trabalhos da banda, surpreendendo positivamente pela originalidade. A faixa conta com os vocais de Rafael Bittencourt, lembrando muito seu ótimo trabalho solo (Brainworms I). Aliás, ouvindo Rafael cantar eu me pergunto se o Angra precisava mesmo de um novo vocalista...  

Dando sequência, temos "Secret Garden", que talvez seja o único deslize do álbum. A música sequer foi composta pela banda e a intepretação é toda de Simone Simons, da banda Epica. Além disso, sua orquestração exagerada faz com que a música por vezes pareça extraída de um musical da Disney. Tudo isso na FAIXA TÍTULO!!! Difícil entender a decisão da banda, que deve ter adotado critérios mais mercadológicos que musicais. Uma faixa para ser pulada sem muito remorso.

O álbum volta a sua normalidade com "Upper Levels", no momento mais prog do álbum. A variedade de timbres, nuances e alternâncias é preciosa, indo de riffs tipicamentes heavy a vocalizações que remetem ao clássico rock progressivo. 

"Crushing Room" tem Bittencourt dividindo os vocais com ninguém menos que a eterna musa do hard/heavy Doro Pesch. Uma canção pesada, cadenciada e dramática, sendo um dos pontos altos do trabalho.

"Perfect Simmetry" retoma o power metal pra gurizada que gosta de bater cabeça. Enquanto "Silent Call" faz o contraponto, uma breve balada introspectiva como só o Angra sabe fazer e novamente com os vocais de Bittencourt, colocando fim a "Secret Garden".

Tirando o deslize da faixa título, um trabalho excelente, muito bem executado inclusive em sua parte gráfica, que deve devolver o Angra ao seu protagonismo na cena metálica.   


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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Corações de Ferro (Crítica)



Incrível como a 2a Guerra Mundial continua sendo uma ótima fonte de inspiração para grandes histórias. É esse o caso de "Corações de Ferro", um filme eletrizante com o elenco encabeçado pelo astro Brad Pitt.
Na trama, um grupo de soldados comandado pelo general Don Collier (Brad Pitt) precisa atravessar a Alemanha em um tanque de guerra batizado de Fury (aliás, esse é o título original do filme). Ainda que a princípio façam parte de um grupo maior, após sucessivas batalhas somente os 5 tripulantes do Fury resistem.

Quando o veículo enfim sofre uma séria avaria, os soldados encurralados precisam heroicamente se defender de um pelotão nazista em um épico desfecho.
Ainda que nenhum filme desse tipo fuja de certos maniqueísmos, a narrativa consegue ser bem equilibrada. O segredo está justamente no enfoque dado à amizade construída pelos soldados do Fury e no desenvolvimento dos personagens em si, com destaque para Norman Ellison (interpretado por Logan Lerman do filme 'Percy Jackson')
Norman é um jovem que jamais havia atirado em alguém e se vê em meio uma guerra sangrenta ao lado de soldados que já tinham visto de tudo. É o personagem que incorpora toda a angústia e espanto dos espectadores frente aos horrores da guerra. 
No final das contas, o tanque de guerra funciona como uma grande metáfora, na qua o coronel Collier é o cérebro, os demais soldados são os membros que executam as ações e Norman é o coração, que faz a audiência questionar o porquê de tudo aquilo.
É claro que nem tudo é drama. Há espetaculares sequências de batalhas com direito a toda sorte de violência hollywoodiana, incluindo decaptações e mutilações das mais diversas, que não irão desapontar quem busca um pouco de "testosterona".
Em meio a tanta afetação nas grandes produções, 'Corações de Ferro' é um filme à moda antiga, que aborda conflitos importantes mas sem cair no sentimentalismo barato e sem deixar a ação de lado. Uma excelente alternativa para fugir desses outros tons que atualmente assolam as salas de cinema...

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O Destino de Júpiter (crítica)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Torcida do Crystal Palace protesta contra preços abusivos dos ingressos

E esse final de semana teve mais um episódio da luta contra o futebol moderno, desta vez no Campeonato Inglês (Premier League) e protagonizado pela torcida do Crystal Palace, que protestou contra os altos preços dos ingressos, especialmente nos chamados jogos contra os 'grandes' (alguém aí notou alguma semelhança com o Campeonato Paulista?).

Cientes do recente acordo recorde entres as TVs que transmitem a Premier League e os clubes que a disputam (e que, diga-se de passagem, é BEM mais justos que os nossos campeonatos no que diz respeito a divisão das cotas entre os clubes), os torcedores do Crystal Palace estenderam o bandeirão que você vê na foto acima, com os dizeres: "5 billhões de libras no 'cocho' e ainda assim exploram os torcedores. Compartilhem a riqueza, porcos!". O bandeirão ainda se referia à competição como "Premier Greed" ('greed'  'cobiça' em inglês). 

O preço do ingresso para um jogo do Crystal Palace contra os grandes da Inglaterra custa 45 libras, o equivalente a absurdos R$ 198,00! No final, o Crystal Palace ainda perdeu a partida para o Arsenal por 2x1. Literalmente. venderam caro a derrota... 

E a pergunta que fica é: será que um dia veremos esse tipo de protesto nos estádios brasileiros? Algo para se pensar...   

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O polêmico bandeirão do Standard Liége

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Bruce Dickinson: vocalista do Maiden luta contra o câncer

Bruce Dickinson é provavelmente um dos caras mais legais da história do Metal. Além de um vocalista inigualável, ainda tem inúmeros talentos, de empresário a mestre-cervejeiro a piloto de aviões. Por isso a notícia de que ele está com um câncer na língua comoveu headbangers pelo mundo. Ainda que a nota oficial da banda tranquilize os fãs, a imagem do 'hiperativo' Bruce não combina de forma alguma com uma doença tão grave. Por isso, fica nossa torcida para que sua recuperação seja rápida e plena.
Abaixo você confere a nota oficial da banda:
“Pouco depois do Natal o vocalista do Maiden, Bruce Dickinson, em um checkup médico de rotina fez uma biópsia que revelou um pequeno tumor cancerígeno na parte de trás de sua língua. Um tratamento de quimioterapia e radiologia foi completado ontem. Como o tumor foi detectado em estágios iniciais, o prognóstico felizmente é muito positivo. A equipe médica de Bruce espera que ele se recupere completamente com um diagnóstico positivo previsto para maio. Depois disso serão necessários alguns meses para Bruce voltar a sua forma perfeita. No meio tempo pedimos por sua paciência e respeito à privacidade de Bruce e de sua família até que façamos um pronunciamento no final de maio. Bruce está muito bem levando em conta as circunstâncias e todo o grupo está muito otimista.”

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Marky Ramone e sua mirabolante solução contra celulares em shows

MARKY RAMONE, o eterno ex-baterista dos RAMONES, tem uma solução nada usual para epidemia de ‘tiradores de selfies’ e ‘cinegrafistas’ que assola os shows de rock (se bem que eu me incluiria na categoria de 'fotógrafos amadores' de shows, mas de forma moderada, he he he...). Descubra qual é assistindo a esse hilário vídeo, que além da engenhoca ramônica apresenta ainda outras alternativas:

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Resenha: Salário Mínimo - CarnaRock - Votorantim/SP

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Resenha: Salário Mínimo - CarnaRock - Votorantim/SP

Samba no pé? Não no Carnaval de Votorantim, onde pelo terceiro ano consecutivo tivemos o festival CARNAROCK, que desta vez teve como grande atração a lendária banda SALÁRIO MÍNIMO.


O evento começou pontualmente às 15:00 horas com a apresentação da banda SLIPPERY (hard rock), seguida da banda PRESTTO (Classic Rock) e SANGRENA (Death Metal). Infelizmente em decorrência de alguns outros compromissos não pude acompanhar essas três primeiras atrações. Porém, segundo pude apurar as 3 bandas fizeram ótimas apresentações,
Apesar de a banda já ter se apresentado outras vezes na região, foi a primeira vez que pude prestigiar o SALÁRIO MÍNIMO e, de fato, a banda faz jus a sua boa reputação.
O vocalista China Lee é um grande frontman que sabe utilizar o sarcasmo para interagir com público. 
Antes da música "Fatos Reais", por exemplo, houve espaço para uma provocação ao citar as polêmicas recentes em que se envolveu à época das eleições devido ao seu posicionamento político.
Outro momento digno de nota foi uma hilária "oração" ironizando sertanejos, funkeiros e afins e fez a galera ovacioná-lo. 
Mas obviamente, o que todos queriam ouvir eram os clássicos da banda como "Beijo Fatal", "Dama da Noite", "Jogos de Guerra", "Noite de Rock", "Cabeça Metal" e "Delírio Estelar" sendo que, salvo caso de um "delírio estelar" desse resenhista, teve seu refrão mudado de "E se formando assim um delírio interestelar" para "Em Votorantim, um delírio interestelar", o que foi uma belíssima homenagem para a cidade que mantém um espaço constante para o rock em sua área cultural (além de uma surreal herança ufológica, mas isso é outra história...).
E é claro que o restante da banda formada por Diego Lessa (Baixo), Daniel Beretta (Guitarra), Junior Muzilli (Guitarra) e Marcelo Campos (Bateria) é um verdadeiro timaço que transpira energia e mantém revigoradas essas canções antológicas, mostrando que o SALÁRIO MÍNIMO ainda tem gás para muita coisa boa e para levar adiante seu precioso legado no metal nacional.

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Love Gun: Tributo ao Kiss no Carnaval de Votorantim/SP

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Love Gun: Tributo ao Kiss no Carnaval de Votorantim/SP

Encerrando a edição 2015 do CarnaRock em Votorantim/SP, tivemos a banda 'Love Gun' que presta um tributo aos mascarados do KISS (Leia resenha do show da banda Salário Mínimo CLICANDO AQUI).
E das bandas que fazem parte do Panteão do rock mundial, talvez nenhuma outra pudesse representar melhor o espírito do evento do que o KISS que com toda sua indumentária e pirotecnia já inspirou até alegoria da escola de samba Dragões da Real no Carnaval de 2014.
Embora muitos torçam o nariz para bandas cover, acredito que numa situação como essa de um evento aberto e de caráter cultural e festivo, elas podem ser um grande chamariz para o público mais 'leigo', ou seja, aqueles que gostam de rock mas tem pouquíssima informação sobre as bandas independentes.
Sobre a banda, digamos que ela cumpriu bem o seu papel de entreter a galera e homenagear seus ídolos, especialmente com a caracterização dos integrantes, com o Gene Simmons cover cuspindo sangue e fogo, coisa que poucos se atreveriam a fazer.
Tanto que mesmo com a fria e fina garoa um bom público permaneceu até o final da apresentação. Mais um evento de sucesso da Secretaria de Cultura de Votorantim e que esperamos que se repita em 2016. 
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Resenha: Salário Mínimo - CarnaRock - Votorantim/SP